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FIADOR DE SENTIDOS


Este é um poema sobre tentações. A tentação é um estado sublime entre a sobriedade e a embriaguês.

A tentação está por aí, algures no meio de tudo.

Pensei que poderias ser a chave

Que balança hesitante no colo da minha fechadura

Escolhi as tuas balas para ferir a minha armadura

Colhi as tuas balas na minha boca

Ingredientes doces e salgados

Chumbo, cobre, doce de amargura

Decidi ir ao norte numa viagem louca

O pensamento foi o modo mais fácil de ser

De matematicamente entender

O desvario e a loucura

Sou afinal uma semente vazia

Fruto podre da minha ditadura

Sem folha, flor ou fruto

Fiador de sentidos e delírios despidos

Infantil, irresoluto, invisível e inodoro soluto

Não posso ainda perder-me na abundância do dever

Nem brincar com a idade

Ou atropelar o minuto

Isto não é sobriedade?

Foto: NÃO ABLA NÃO MEXE - jose ferreira (olhares.aeiou.pt)

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