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A mostrar mensagens de Março, 2012

bom português

Nenhuma das palavras da língua que falas e balbucias
É mais forte que o que sinto e canto
És tu essa língua de uma língua península
Sílaba europeia de fim de frase
Que fazes anos sempre que a separação nos alimenta
Que cantas uma língua de menta
E sangue
Que alimentas mas e porquês
Para ser complexa


A língua português

escrevinhar

anoto uma a uma no ar que respiro as formas que tornam exata a minha sombra mesmo quando o sol erra a medida respeito o que a vida deposita na minha conta à ordem embora nada lhe peça não se pede nada à vida apenas sorrio perante a tua chuva a chuva salgada do teu olhar e vejo e confirmo que não há na minha sombra medida que meça a caligrafia do poema e sem medida, um poema é apenas uma peça um escrevinhar

É verde e sangue

É verde e sangue A folha onde cai este poema A tinta preta das letras feitas versos Um texto pequeno, o meu esquema A minha vida vista do inverso É verde e sangue da cor do sangue da minha dor Da cor da coragem que não tenho Da cor de uma vida curta, sem valor Há uma sombra Que me segue veloz na noite escura Que se ri de mim e me esconjura E me cansa a cada passo da avenida Há uma esperança Uma luz de cor que nasce nos teus olhos Um verso branco escrito No teus folhos Um verso lindo, sentido Da cor do teu vestido É verde e sangue A calma onde cai esta canção O canto que canto alto Bem alto com meu rosto em tua mão É verde e sangue A calma onde cai esta canção